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Da Narrativa à Prática: O Início da Jornada Interior

 

Após tantas histórias que exploram o lado mais místico da vida, este livro não estaria completo sem oferecer ao leitor a oportunidade de colocar em prática técnicas que por milhares de anos foram ensinadas pelos mestres com o objetivo de elevar a consciência do ser humano e trazê-lo mais próximo do Divino.

Dentro do conjunto de práticas que ajudam o aspirante espiritual a conectar-se ao sagrado e a compreender melhor o seu propósito nesta vida, a meditação é certamente uma das mais importantes. A meditação, apesar das suas raízes ancestrais, não está associada a nenhuma religião em específico: é uma ferramenta universal acessível a todos os que desejam aprofundar a sua ligação ao Divino. Aceitar este convite é abrir-se a uma realidade que transcende a mente quotidiana, permitindo contactar com a dimensão mais sublime da existência.

Este capítulo pretende ser uma introdução, tanto para os iniciantes que desejam começar a explorar essa prática e iniciar a sua jornada espiritual, como para os praticantes mais experientes que sintam necessidade de uma abordagem renovada, profunda e centrada no despertar interior e no desenvolvimento da intuição.

A meditação orientada para o crescimento espiritual e intuitivo não é apenas uma técnica para reduzir o stress, acalmar a mente ou relaxar. É uma forma de cultivar a presença e direcionar a atenção para um espaço sagrado dentro de nós. Trata-se de uma prática profundamente transformadora e que vai muito além dos benefícios físicos e mentais, permitindo uma conexão mais próxima com o Divino e a redescoberta do propósito de vida.

Ao meditar regularmente, o praticante começa a sentir uma maior clareza acerca do seu papel no mundo e a direção que a sua vida deve tomar. Essa conexão com o que há de mais profundo em nós permite que as nossas ações e intenções se alinhem com o bem maior – beneficiando não só o próprio, mas também todos os que nos rodeiam.

 

O que é a meditação espiritual?

Da mesma forma que na vida precisamos aprender a andar, falar e a desenvolver várias capacidades físicas, aprender a meditar também deveria ser um atributo cultivado desde a infância. A maioria de nós desperdiça grande parte do dia em atividades que lhe proporcionem, direta ou indiretamente, paz, alegria e felicidade; no entanto, bastariam apenas alguns momentos de busca interior diária para alcançar uma realização muito mais profunda e duradoura do que qualquer atividade externa pode proporcionar.

O termo meditação, tal como é usado no Ocidente, pode referir-se a um vasto leque de práticas quer de cariz mental como espiritual. De forma geral, todas elas têm em comum o ato de focar a atenção num objeto específico – seja um pensamento, a respiração, um som ou uma sensação – com o intuito de cultivar estados de atenção plena, ampliar a consciência e aprofundar a concentração.

Embora possa ser usada para propósitos puramente terapêuticos, a meditação revela o seu verdadeiro potencial quando abraçada com uma intenção espiritual profunda. Quando este é o caso, a meditação, tal como é ensinada neste livro, pode integrar uma prática espiritual mais ampla e completa (sádhana), tornando-se num dos pilares centrais de um caminho dedicado à transformação interior e à união com o Divino.

Se, por outro lado, o objetivo for apenas aquietar o corpo físico, existem outras técnicas mais adequadas para esse fim. Porém, quando no âmago do nosso ser desperta o desejo sincero pelo encontro com o Divino, a meditação espiritual é a ferramenta de eleição para nos ajudar a alcançar essa meta. Um estado mais elevado de consciência e proximidade com o Divino são o verdadeiro propósito tanto da vida como da meditação espiritual.

 

“Na oração, falamos com Deus;
na meditação, é Deus que fala connosco.”

 

 

Diferentes Tipos de Meditação

O termo meditação refere-se a uma ampla variedade de práticas, incluindo aquela que é atualmente a mais difundida – o mindfulness. A meditação engloba práticas que podem ir desde técnicas simples de relaxamento para gestão de stress ou outras mais complexas destinadas ao desenvolvimento espiritual. A lista abaixo elucida sobre vários tipos de meditação e as suas principais características:

 

  1. Meditação de atenção focada – foca a atenção num único objeto como a respiração, uma vela ou um mantra. Muito utilizada como base para práticas mais profundas.
  2. Meditação de atenção plena (mindfulness) – Prática de atenção plena ao momento presente, observando pensamentos e sensações sem julgamento ou apego.
  3. Meditação Metta (Amor-Bondade) – envolve cultivar e expandir o sentimento de compaixão amorosa por si inicialmente e depois estendê-lo aos
  4. Meditação guiada / visualização – envolve uso da imaginação para criar pensamentos intencionais, imagens ou metas geralmente envolvendo um objetivo específico.
  5. Meditação contemplativa – consiste em focar a mente num conceito, pergunta ou palavras. Muito comum em práticas religiosas como a Cabala ou o Gnosticismo.
  6. Meditação de movimento – inclui práticas como Qi Gong, Tai Chi onde a atenção plena é utilizada para focar no corpo em movimento, na respiração e na energia vital (Qi).
  7. Meditação com mantra/som – Usa repetições de sons ou frases sagradas, vocalizados em voz alta ou repetidos mentalmente, para acalmar a mente e elevar a consciência espiritual.

 

Na tradição da Ananda Marga, introduzida pelo mestre espiritual  Shrii Shrii Anandamurti, a meditação espiritual é praticada utilizando a atenção plena focada em mantras específicos como meio para atingir um estado de paz interior, elevar a consciência e estabelecer ligação com a energia divina. O mantra, que pode ser repetido silenciosamente ou em voz alta, atua como uma âncora para a mente, permitindo que ela se mantenha focada e se liberta das distrações mundanas.

 

 

O Poder do Mantra na Meditação

Na prática espiritual, o mantra é muito mais do que uma palavra – é uma ponte entre o praticante e o divino. A termo mantra vem do sânscrito e significa “aquilo que liberta a mente”, refletindo a sua função essencial na meditação.

A mente, por natureza, está em constante movimento e tentar forçá-la ao silêncio não vai trazer qualquer benefício. O verdadeiro desafio não é impedir os pensamentos, mas sim direcionar a mente para um objeto de foco/concentração – o mantra. Durante a meditação, essa direção e foco é dada pelo mantra, que com a sua vibração energética única concentra, orienta e liberta a mente. E, como nos tornamos naquilo em que pensamos continuamente, o mantra ajuda a focar a mente na realidade mais sublime possível: a própria Entidade Cósmica criando uma experiência de  bem-aventurança e amor incondicional.

Para ser eficaz e ajudar a focar e direcionar a mente em direção à meta cósmica, o mantra deve obedecer a três aspetos fundamentais:

  • Ideativo — deve evocar uma ideia elevada ou espiritual, alinhando a mente com estados como a paz interior, a felicidade infinita ou a consciência divina.
  • Pulsativo — deve ter uma qualidade rítmica, muitas vezes associada à respiração, que ajude a estabilizar e a energizar a mente.
  • Encantatório (vibratório) — deve produzir uma vibração subtil, capaz de ressoar com o praticante a um nível profundo criando uma ligação com a Entidade Cósmica.

Na tradição da Ananda Marga, antes do aluno receber o seu mantra pessoal (Ista mantra), o mantra que é utilizado para a prática de meditação é:  Baba Nam Kevalam. Este mantra em sânscrito pode ser traduzido como “A Consciência Cósmica é a única vibração que existe”. É considerado um mantra universal pois não tem qualquer cariz religioso e está focado na conexão ao Divino, unindo assim diferentes tradições espirituais. Repetir mentalmente esse mantra durante a meditação, ajuda o praticante a transcender os pensamentos mundanos e a sintonizar a mente com o fluxo divino.

“O mantra é a chave que nos conecta ao Infinito.”

 

 

As bases para começar a meditar

 

Para além da prática regular e dedicação, há uma série de outros fatores que devem ser levados em conta para facilitar o processo e melhorar os resultados.

  1. Escolher um local confortável e tranquilo – O primeiro passo é encontrar um lugar confortável onde a pessoa se possa sentar tranquilamente com os olhos fechados.
  2. Evitar distrações – Desligar o telemóvel e outros equipamentos eletrónicos para evitar interrupções. Se necessário devemos também avisar família e/ou amigos que não queremos ser interrompidos.
  3. Boa postura – A posição do corpo é essencial para permitir o livre fluxo de energia e manter a mente desperta. Recomenda-se sentar com as pernas cruzadas e as costas direitas, no chão ou numa almofada. A postura deve ser confortável sem causar desconforto.
  4. Respirar de forma lenta e profunda – A respiração deve ser suave e natural, inalando e exalando pelo nariz de forma ritmada. Esta respiração tranquila ajuda a acalmar o sistema nervoso e prepara a mente para se concentrar no mantra, criando as condições ideais para uma meditação profunda.

 

“Meditar não é desligar a mente, mas estar desperto, presente e focado –
seja no silêncio, pensamento ou sensação.”

 

O processo de meditação

 

Uma vez escolhido o local e adotado uma boa postura, o próximo passo é:

  1. Fechar os olhos e trazer a atenção para dentro – Deixar o mundo exterior para trás e começar a observar o interior com tranquilidade.
  2. Acalmar a respiração – a respiração deve ser mantida lenta e profunda. No início ajuda fazer alguns minutos de respirações profundas para acalmar a mente e o coração.
  3. Repetir mentalmente o mantra (Baba Nam Kevalam) – Repetir mentalmente o mantra de forma silenciosa e contínua, coordenando-o com a respiração – “Baba Nam” ao inspirar e “Kevalam” ao expirar. Ao mesmo tempo manter presente o significado do mantra: “A Consciência Cósmica é a única vibração que existe”.
  4. Voltar a focar no mantra sempre que a mente se distrair. – Cada vez que se perceber que a mente se distraiu ou surgiram outros pensamentos, deve-se voltar a focar no mantra e retornar ao fluxo da meditação. Este processo será repetido dezenas ou até centenas de vezes durante a prática.
  5. Manter-se presente e sereno – Permanece no processo, sem pressa nem expectativas. A regularidade e entrega são mais importantes do que o desempenho.

 

 

A prática da meditação não é sobre atingir uma perfeição imediata, mas em treinar o “músculo” da mente para trazer de volta a atenção ao mantra. Tal como ir ao ginásio fortalecer o corpo, o verdadeiro poder da meditação com mantra está na persistência e na dedicação.

Para além disso, quando a meditação está incorporada num conjunto de outras práticas que promovem o desenvolvimento espiritual, os progressos são significativamente mais rápidos. Estes aspetos da serão abordados mais á frente no livro no tópico sobre sádhana.

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“A meditação é um estado de pura concentração,
no qual a mente flui em direção à Consciência Cósmica.”

 

Do Mantra ao Samadhi

No sistema da Ananda Marga, baseado no método milenar de Rájadhirája Yoga, existem seis lições de meditação, todas ensinadas gratuitamente, que o aspirante espiritual pode aprender à medida que vai progredindo na sua prática e dedicação ao caminho espiritual. Assim que o achárya (professor de meditação) considerar que o aluno está apto, este poderá avançar para a lição seguinte. Antes de receber o mantra pessoal (Ista mantra) e aceder a lições mais avançadas, é necessário haver uma prática regular, sincera e contínua. É essa consistência que começa a tranquilizar a mente, tornando-a recetiva a níveis mais profundos da experiência espiritual.

Para além disso, na medida em que o aluno incorpora outras práticas complementares – como ásanas, alimentação sátvica, serviço humanitário, jejum, entre outras – o fluxo constante e incessante de pensamentos começa a diminuir, despertando uma clareza mental e um sentimento de amor universal que transformam profundamente a forma como percebemos a vida e o mundo.

Para além dos efeitos já referidos, o mantra desempenha outro um papel fundamental no caminho espiritual: o despertar daa Kundalini – a energia divina latente em cada ser humano que está intimamente ligada à ativação dos centros energéticos subtis ao longo da coluna (chakras).

No início, é natural que a concentração dure apenas alguns segundos, mas com esforço consistente, a mente torna-se mais focada e a intuição começa a florescer. Ao libertar-se das limitações e distrações do quotidiano, o ego vai sendo lapidado e o praticante começa a contactar com a sua verdadeira natureza.

Ao longo deste processo, o mantra funciona como um veículo de elevação da consciência, orientando o aluno na direção da união com o Divino. Quando a meditação se torna tão profunda ao ponto de todos os sentimentos de individualidade serem absorvidos pelo pensamento único da Consciência Cósmica, o praticante atinge um estado de absorção mental total, conhecido como samadhi. Nesse estado, sente-se o êxtase da união transcendental com a Consciência Cósmica.

“A meditação com mantra vai além da busca pela quietude mental; é uma prática de presença com o Divino.
Quando a mente se torna profundamente focada, a sensação de separação
entre o ‘Eu’ e o divino dissolve-se, dando lugar uma experiência de unidade espiritual”

 

Estratégias para melhorar a meditação

  1. O horário

Os melhores momentos para meditar são ao nascer e ao pôr do sol, antes das refeições. Nestes momentos do dia, é mais fácil concentrar a mente e alcançar paz interior. Criar uma rotina diária de meditação facilita o processo pois quando meditamos sempre à mesma hora, o corpo habitua-se e, naturalmente prepara-se para este momento de introspeção.

  1. Frequência

Recomenda-se meditar duas vezes por dia, durante 15 a 20 minutos em cada sessão. A meditação é um processo contínuo e, tal como ir ao ginásio, a persistência é fundamental para progredir e conseguir resultados. A chave para o sucesso na meditação é a prática diária constante.

  1. Meditar no mesmo lugar

O ambiente influencia a qualidade da meditação. Ter um local fixo para a prática – mesmo que seja apenas um canto do quarto – facilita a concentração. Meditar sempre no mesmo local ajuda o corpo e a mente a entrarem mais rapidamente num estado de quietude e introspeção.

  1. Ler livros inspiradores e rodearmo-nos de boa companhia (Satsang)

Um dos maiores apoios perante os altos e baixos da vida espiritual é ter companhia de pessoas com uma visão igualmente espiritual da vida, que nos inspiram e apoiam ao longo deste caminho. Participar regularmente em meditações coletivas e programas espirituais como retiros é muito benéfico para o nosso crescimento e aprendizagem. Para além disso, é aconselhável reservarmos uma parte do nosso dia para ler ou ver algo inspirador que contribua para o nosso desenvolvimento.

  1. Meditar com o estômago vazio

Após as refeições, a energia concentra-se na digestão, o que reduz a clareza mental e dificulta a concentração. Para uma prática mais profunda, deve-se meditar com o estômago vazio.

  1. Ser determinado

Muitas pessoas sentem-se desmotivadas e frustradas após algumas tentativas de meditação, especialmente numa fase inicial quando a mente ainda está muito descontrolada. Só com treino e insistência é que podemos colher os seus benefícios. Todos os dias em que nos sentamos a meditar – seja a meditação boa ou menos boa – fortalece a mente e aprofunda a ligação espiritual. A paciência e a persistência são mais importantes do que a perfeição.

  1. Sádhana – práticas para o desenvolvimento espiritual

No Oriente, a meditação raramente é vista como uma ferramenta “isolada”. Embora geralmente se considere sádhana como meditação, o seu verdadeiro significado é “esforço/disciplina espiritual” e engloba todo o conjunto de práticas voltadas para a autorrealização. A lista abaixo exemplifica algumas práticas que poderão fazer parte da Sádhana individual de cada um:

 

  • Posturas (Ásanas) – Preparam o corpo para a meditação, fortalecem o corpo físico, promovem o equilíbrio hormonal e facilitam a respiração durante a prática meditativa.
  • Kiirtan – Esta prática de entoar o mantra em voz alta enquanto se move suavemente o corpo é um excelente quando feita antes da meditação, ajudando a criar um sentimento devocional que favorece o contacto com o divino.
  • Alimentação sátvica – A escolha certa de alimentos promove sentimentos de compaixão e promove a expansão mental; por seu lado, alimentos desequilibrados não permitem a clareza e serenidade emocional necessárias à meditação.
  • Jejum (Upavása) – Prática de purificação física e mental, que equilibra o corpo físico enquanto promove a concentração espiritual. Ajuda a disciplinar a mente e a desenvolver força de vontade.
  • Serviço (Seva) – Dedicação ao bem-estar dos outros através de atos altruístas – purificam o ego e desenvolvem a compaixão, criando um estado mental propício à prática espiritual.
  • Seguir princípios de moralidade (Yamas e Niyamas) – Há um conjunto de diretrizes éticas estabelecidas há mais de cinco mil anos que continuam válidas nos dias de hoje. Seguir estes princípios cria harmonia interior e exterior essencial ao progresso espiritual.

 

Importância / Orientação de um mestre

 

Um professor qualificado de meditação (Achárya) é um apoio fundamental nesta prática. Tal como precisamos de orientadores para tantas áreas na vida, no caminho espiritual também é fundamental ter alguém que já percorreu e experienciou os desafios desse percurso e nos possa mostrar o caminho. Essa orientação permite esclarecer dúvidas, ajustar a prática individual e introduzir novas lições adequadas ao nível de evolução do praticante.

Na tradição da Ananda Marga, o achárya pode ser um monge, uma monja ou uma pessoa de família, desde que possua as qualificações necessárias. Estes professores estão preparados para acompanhar o praticante de forma personalizada, o que se torna especialmente valioso quando a prática espiritual parece ter estagnado ou surgem incertezas quanto à direção a seguir.

 

Iniciação (Diksha)

 

A iniciação é um dos momentos mais significativos na vida do aspirante espiritual. Quando alguém desenvolve um desejo profundo pelo mundo espiritual, a vida acaba por o conduzir naturalmente a esse caminho seja através de uma experiência mística, de um livro inspirador ou do encontro com alguém que o oriente.

Na tradição da Ananda Marga, a iniciação marca o início formal da jornada espiritual. Durante este processo, o aspirante recebe o seu mantra pessoal (Ista Mantra), bem como instruções para uma prática individual de meditação, transmitidas por professores qualificados (acháryas). São ensinadas diferentes técnicas (shuddhis) que envolvem concentração, visualização e abstração sensorial, essenciais para a purificação da mente e o aprofundamento da prática espiritual.

A iniciação é, assim, um ponto de viragem. pós receber as ferramentas e orientações necessárias, compete ao aspirante seguir o percurso com determinação e entrega, mantendo viva a chama interior que o levou a dar o primeiro passo.

 

Para além do mundo espiritual: benefícios físicos e mentais

 

A meditação com foco espiritual oferece uma série de benefícios que vão muito além da simples redução do stress. Embora a meditação espiritual seja uma prática principalmente orientada para o desenvolvimento intuitivo e espiritual do ser humano, há um número crescente de pesquisas científicas que comprovam os benefícios desta prática ao nível do bem-estar físico e mental.

 

Benefícios Físicos   Benefícios Mentais e Emocionais
Redução da pressão arterial Melhoria da clareza mental
Aumento dos níveis de energia Diminuição da ansiedade e depressão
Melhoria da oxigenação e
da recuperação muscular
Desenvolvimento de novos
padrões de pensamento
Redução da frequência cardíaca Aumento da criatividade
Maior coordenação motora Redução significativa dos níveis de stress
Melhoria da vitalidade da pele Aumento da concentração
Alterações na atividade cerebral Sensação de bem-estar duradoura
Fortalecimento do sistema imunológico Maior resiliência emocional
Melhoria da qualidade do sono Melhoria da autoestima

Para além dos efeitos mencionados, a nível coletivo também já se realizaram estudos que comprovaram que a meditação (especialmente quando feita em grandes grupos) tem a capacidade de impactar positivamente populações inteiras e até mesmo atenuar o efeito de catástrofes naturais.

 

Desafio de 21 dias

No contexto moderno em que o mundo parece que nos escapa, é cada vez mais importante ter as prioridades bem estabelecidas e encontrar momentos do dia para dedicar à prática da meditação. Aliás, há uma célebre frase que sabiamente diz: “Se tens dez minutos, medita; se achas que não tens tempo, medita o dobro.” O mais importante a salientar é que a prática de meditação não precisa de ser longa, mas precisa sim de ser regular.

Para além disso, para quem se inicia no mundo espiritual e determina que vai dedicar parte do seu tempo a estas práticas, é certo que vai encontrar alguma resistência não só devido à inércia mental mas sobretudo porque a vida vai lançar obstáculos para levar o praticante a desistir da prática.

Uma das formas de ultrapassar estes obstáculos e a inércia inicial é assumir um compromisso firme que, seguindo a sugestão abaixo, pode começar por um período inicial de 21 dias.

 

·  Primeira Semana (Dias 1-7): Meditar uma vez ao dia – 10 minutos por sessão

Desafio adicional: Antes das refeições, fazer uma pequena pausa para agradecer e centrar.

 

·   Segunda Semana (Dias 8-14): Meditar duas vezes ao dia – 10 minutos por sessão

Desafio adicional: Repetir mentalmente o mantra o máximo de vezes durante o dia.

 

· Terceira Semana (Dias 15-21): Meditar duas vezes ao dia – 15 minutos por sessão

Desafio adicional: Escutar kiirtan (música com o mantra) durante o dia.

 

Desafio após os 21 dias:

  • Manter a regularidade da prática e aumentar progressivamente o tempo.
  • Procurar um achárya para aprofundar a prática.
  • Procurar um grupo de meditação coletiva.

 

A verdadeira transformação começa quando a prática se torna um estilo de vida.